A História de Lúcia: um relato de quem venceu o câncer

A História de Lúcia: um relato de quem venceu o câncer. Vou contar a vocês a história da Lúcia, 52 anos, uma mulher incrível, de aparência suave, olhar doce, casada, mãe de 3 filhos e trabalhadora incansável em sua casa e fora dela.

Essa pessoa é cheia de sonhos e traz consigo o desejo de realizar um a um, porém, num certo dia, recebeu o fatídico diagnóstico: Câncer!

E agora, como Lúcia administrou essa situação?

Um cenário como esse nos traz para uma discussão delicada e que divide opiniões. Pensamos que falar sobre esse assunto é de extrema relevância para todos, uma vez que está diretamente ligada a nossa qualidade de vida e de todos que nos rodeiam.

Lembram da Lúcia?

Pois é, ela disse algo extremamente impactante e, que vamos compartilhar com vocês.

“Se não fosse o câncer, eu já estaria morta.”

Essa frase é inquietante, gera comoção, parece um contrassenso, mas ilustra bem a experiência da Lúcia, 52 anos, com a doença.

Antes do diagnóstico, ela era dada a excessos: Abusava da comida, no sal, comia muita carne, recaía nos doces e gorduras e não praticava exercício algum, isso, cotidianamente.

Ah, era tabagista há muito tempo, fumava 4 maços de cigarros por dia, até infartar há anos atrás, quando parou de fumar.

Após fortes cólicas, foi ao médico, fez uma colonoscopia e recebeu o diagnóstico de câncer de cólon!

Ao receber essa notícia, Lúcia, 52 anos, viu seu chão ruir…

Resolveu sair de casa, deixou seus 3 filhos com o esposo e sentiu que precisava espairecer, pois percebeu a necessidade de processar a informação e assimilar o impacto da notícia.

Para essa mulher incrível, o câncer soou como uma sentença de morte!

É compreensível que o indivíduo pense em morrer; naturalmente é o que vem primeiro a mente. Esse momento do recebimento do diagnóstico é apontado como o mais crucial mesmo, então, o subconsciente o que faz? 

“Corre” para reunir informações, inclusive ‘emocionais’ para aplacar o medo, a angústia, a sensação de desesperança, assim “entende” que protege esse indivíduo, mas em contrapartida, sentimentos e emoções podem desencadear sintomas emocionais e físicos durante todo o processo.

Pode acontecer com algumas pessoas que apresentam “esse pensamento de morrer“, certa tendência ao isolamento, também, pois nenhuma pessoa quer ser vista a partir ‘de pena’ e desse modo, foge da “pseudo” sensação porque imagina que assim não será um peso para as demais.

No entanto, existem pessoas  que demonstram um nível de enfrentamento, de resiliência diferenciados, que ao se deparar com uma notícia como essa, reúne conteúdo emocional suficiente para não se vitimizar, e sim, enxergar os caminhos com clareza e objetividade.

Certo, mas e Lúcia, como venceu o Câncer???? Esse estigma que desfuncionaliza tantas pessoas?

…Porque a notícia é boa, ela o venceu!

Ela teve apoio físico e emocional, recebeu cuidados da família e foi acolhida numa rede de apoio incrível, a qual lhe fez sentir conforto e proporcionou segurança para refletir sobre todo o seu processo. Lúcia conseguiu vivê-lo corajosamente, digna de registro, porque acreditou que podia.. .

Contou com o maior dos recursos para vencer todo e qualquer obstáculo: A Fé; essa lhe deu confiança e a convicção de que precisava para não se sentir sozinha nessa batalha!

Sobretudo não perdeu fé, nem otimismo; encarou o tratamento de frente; foi operada e recebeu doze sessões de quimioterapia.

Lembra que Lúcia teve um infarto?

Era cardiopata, portanto…

Sendo assim, a quimioterapia causava danos em seu coração e acúmulo de água no pulmão; essas dores a assustavam, o fantasma do edema pulmonar a assombrava, mas ela quis viver! Lúcia queria estar viva para estar entre os seus!

Por isso buscou então, não ‘alimentar ‘ o câncer com alimentos tóxicos e nocivos para o seu bem-estar.

Assim sendo ela entendeu que algumas situações em casa, a estavam desestabilizando seu emocional! Havia dor a tirando do prumo psicológico e que automaticamente, fomentava sintomas físicos. Ela estava certa, faz todo o sentido…

Porque, nossas dores emocionais se manifestam em nossa saúde , deixando claro o quanto somos uma totalidade, uma grande integralidade de sistemas interatuando.

Lúcia, percebendo onde residia a raiz dos seus males , quis perdoar seu esposo, pedir perdão a ele…

Resolveu aliviar seu peito da mágoa da traição que viveu, passou a dar mais qualidade na presença com seus filhos e, não desistiu! Pelo contrário. A doença literalmente mudou a sua vida.

E para a melhor!

Sempre gostou de dançar, a Lúcia, desde nova; quis fazer teatro, inglês, mas nunca achou tempo para se presentear com algo assim.

Com o câncer, passou a reavaliar a importância do tempo e enxergou a vida por outro ângulo…

Decidiu não adiar mais seus sonhos, nem guardar o jogo de copos novos para uma data especial…

Escreveu um livro, palestrou para muitas pessoas e pôde auxiliar pessoas com seu exemplo. Foi inspiradora e ousada!

Essa é a história da Lúcia, 52 anos, uma mulher incrível, hoje revisitada, refeita, passada a limpo e dona da sua vida!

A história dela me ensina muito…E vc, o que aprende hoje com ela?✨

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2 Comments
Keidy Karla Gonçalves Storino

Que aprendizado!!!
Hoje mesmo já usarei minha melhor roupa, pra estar comigo mesmo, pro meu esposo, para os meus filhos e janteremos em nossa louça mais linda, com uma mesa bem posta! Mas, nada disso será mais importante do que o sentimento que a Lúcia acabou e me acordar: estarmos VIVOS de verdade e não somente nos momentos e ocasiões de conveniências….
Lúcia, GRATIDÃO por tanta garra e ensinamentos que outrora estiveram fragilizados e agora se mostram uma fortaleza!!!

Michelle Abreu

Bom então não tive a notícia da Lúcia, mas a notícia de que o quadro do meu pai Só iria evoluir a morte cerebral… como aceitar isso se ele tinha apenas 68 anos? Eu não vivi tudo com meu pai ainda, nem tive a chance de presentar ele como merecia… enfim isso virou uma chave em mim, é bem o que a Lucia diz, reavaliar o tempo que temos… isso fez eu ter novas atitudes, focar na solução de muitas coisas e abrir uma porta que a tempos eu queria entrar a Família Verità! O que não pude fazer pelo meu pai, farei por minha mãe e não carrego tempo para sofrer ( apesar da dor não escolher hora) eu fiz um acordo com ela, pode vir, mas vem quando eu estiver sozinha pq n quero passar isso a ninguém e no resto do tempo quero aproveitar e fazer mais coisas boas pq n sei qto tempo eu tenho…

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