Porque a Psoríase não é uma doença só de pele

Porque a Psoríase não é uma doença só de pele

Você sabe por que a psoríase não é uma doença só de pele? Sensação de pele mais espessa, ressecada, descamação e, por vezes, sangramento e coceira, principalmente em áreas como cotovelo, joelhos e couro cabeludo.

Estes são os sinais mais característicos de uma doença que afeta quase 2% da população mundial, a Psoríase.

Muito embora a maioria acredite que seja uma doença restrita a pele, cada vez mais surgem evidências de relação entre ela e outras condições com um fator em comum, a inflamação, além do impacto na saúde mental.

Riscos

A inflamação crônica na psoríase tem efeito desfavorável mais proeminente no que diz respeito  ao perfil de risco cardiovascular, diabetes e obesidade.

Assim, vários fatores de risco para infartos e derrames parecem ser influenciados como a pressão arterial, alterações do colesterol, danos aos vasos sanguíneos, níveis de homocisteína (marcador oxidativo) e a formação de coágulos no sangue.

Além disso, há uma propensão maior da pessoa com psoríase a desenvolver diabetes e sabemos que o controle de peso também auxilia no tratamento da doença.

Emoções – Psoríase não é uma doença só de pele

Outro fator que não deve deixar de ser considerado, é o fator emocional. Apesar de os estudos ainda não terem conseguido comprovar uma relação causa-efeito do stress psicológico e o desencadeamento da psoríase, isto fica evidente na prática.

Ademais, sabemos que doenças de pele acabam tendo impacto visual muito forte, além de serem estigmatizantes. Como consequência, pacientes com psoríase ficam ansiosos, desenvolvem inseguranças para atividades sociais ou mesmo no trabalho, e é comum o desenvolvimento de depressão.  

Assim, a psoríase pode produzir uma grande gama de impactos na qualidade de vida tão complexa quanto o de doenças debilitantes e ameaçadoras a vida.

Efeitos da Psoríase

Estes efeitos, que não se refletem em medidas na pele, com o passar do tempo resultam em decréscimos no bem-estar emocional e autoestima.

Desta forma, considerando o contexto global de um paciente que sofre com psoríase, devemos ter uma avaliação criteriosa de todos os aspectos que podem estar associados a doença.

É preciso investigar os riscos e incentivando os pacientes a serem atores ativos no seu tratamento. Afinal, sabemos que para manter um peso saudável é preciso uma alimentação equilibrada, prática de exercícios regulares, e o manejamento do estresse. Isso ajuda no controle integral da doença e suas repercussões.

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