Q.I. e Q.E.: O quanto essas siglas falam sobre você?

Q.I. e Q.E.: O quanto essas siglas falam sobre você?

Quociente emocional e quociente de inteligência, todos nós já nos deparamos com essas siglas num dado momento da vida, certo?

De repente você até já preencheu testes que avaliam esses quocientes. Tanto um quanto o outro possuem certo nível de representatividade nos cenários sociais e profissionais.

Esses conceitos são muito procurados como meios de recrutar talentos ou estruturar planos de carreira. Ambos estão relacionados ao nível de inteligência de um indivíduo.

É público e notório o quanto esses indicativos podem influenciar em nosso sucesso pessoal e profissional.

O “Quociente de Inteligência”, famoso Q.I, e o “Quociente Emocional”, Q.E, são conceitos que com ampla difusão pelo psicólogo Daniel Goleman. Goleman é escritor e PhD da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e autor do livro “Inteligência Emocional”.

Q.E e pessoas de sucesso

De acordo com o autor, o quociente de inteligência não era suficiente para determinar a capacidade de intelecto de alguém. A partir desse entendimento, criou o segundo quociente, com o objetivo de considerar também a habilidade de lidar com sentimentos e emoções.

E será que são muito diferentes em termos de significado?

Embora possa parecer bobagem para alguns, ter bom quociente emocional é um ponto em comum entre muitas pessoas de sucesso. Mas do que se trata exatamente? Por que é tão pertinente? O que isso tem a ver com o seu sucesso?

O que é inteligência emocional?

A inteligência emocional é um conceito oriundo da psicologia, criado para falar sobre a capacidade de cada indivíduo de reconhecer as emoções, lidar bem com elas e assim poder gerenciá-las. E quando citamos emoções nos referimos às nossas e às dos outros.

Afinal, uma pessoa emocionalmente inteligente possui a habilidade de se automotivar, coloca-se persistente diante da vida, controla com mais inteligência seus impulsos. Seu humor é mais regulado, sente empatia pelo outro facilmente e mantém a chama da esperança sempre acesa.

Além disso, quantas pessoas conhecemos com essa capacidade de lidar bem com o próprio estresse? E com os dos outros? Tudo isso mantendo a resiliência e flexibilidade suficientes nas mais variadas situações.

Mas #VC jura que é fácil adquirir tamanho equilíbrio, né?

…. É nada!

Pare e pense: quantas vezes as suas emoções superaram o seu pensamento racional? Ouse fazer as contas!

Precisamos atentar para a importância de aprendermos a administrar nossas emoções, principalmente porque essa habilidade pode interferir positiva ou negativamente nas mais diversas esferas da vida.

Você pode se perguntar se um dos dois pode ser mais importante do que o outro. Vejo como pertinente uma discussão como essa. E digo mais, não pense que isso é bobagem, porque para o próprio Goleman, o Q.I contribui com apenas 20% do nosso sucesso na vida!

Os outros 80% resultam do do quociente emocional. E nesse ínterim o autor fala “em sucesso” como algo que precisa estar presente em todos os âmbitos da vida do ser humano.

O célebre autor menciona inúmeras vezes que usar o Q.I como preditor de sucesso é uma alternativa falha, pois na maioria das vezes não é o mais importante.

Saiba gerir as suas emoções

Afinal, você pode ser uma pessoa muito inteligente, e ainda assim não saber gerir bem as suas emoções. Isso tem um grande impacto na sua vida como um todo, mas principalmente no ambiente de trabalho.

É por isso que a inteligência emocional é uma característica que os recrutadores estão buscando cada vez mais em processos seletivos.

Vejo principalmente, na minha prática profissional, que potenciais candidatos aumentam suas chances na décima potência quando são emocionalmente mais maduros e demonstram índices de Q.E mais presentes.

O cenário corporativo naturalmente avança a passos largos para o crescimento. E os desafios só aumentam com essas demandas. Como acompanhar as pressões profissionais se não estiver com suas emoções em dia?

Pois bem, agora que você já sabe o que é inteligência emocional, vamos conhecer um pouquinho sobre o conceito do Q.I e onde há a intersecção dos dois.

Conceito de Quociente de Inteligência

Os testes tradicionais de Q.I tem como objetivo filtrar pessoas conforme a sua capacidade de processar informações. Sempre que ouvimos falar em Q.I, nomes nos vêm à cabeça, não é mesmo? Mas antes, vamos conhecer os scores fixados para os níveis de Q.I.

Convencionou-se que pessoas com Q.I acima de 130 são considerados superdotados. De 120 a 129 são pessoas com inteligência superior. De 110 a 119 a inteligência encontra-se acima da média e de 90 a 109 a inteligência é considerada média.

Se compararmos em nível global, Steve Jobs, criador da Apple, tem 140 de Q.I. O multibilionário Bill Gates tem Q.I 152. Einstein tinha Q.I 160. Stephen Hawking, o famoso cientista tem o Q.I de 160. Esses nomes dominam nossa mente quando o assunto é quociente de inteligência.

Um dado importante acerca desse assunto é que pesquisas comprovam que a inteligência pode aumentar ou diminuir dependendo do estilo de vida.

Avançar o máximo possível nos estudos, escolher atividades profissionais desafiadoras, explorar novos assuntos, estudar e praticar música, entregar-se à lazeres inteligentes, são meios de aumentar o Q.I!

Mas ele sozinho define uma pessoa? Existe diferença entre os dois?

Diferença entre Q.I e Q.E.

A principal diferença entre os dois quocientes é que, enquanto um avalia aspectos mais racionais o outro foca, exclusivamente, nos emocionais. Mas eles não são opostos, e sim, complementares.

E por não sermos puramente racionais, o Q.I não nos define; mede uma parte da nossa inteligência a partir dos referenciais que se tem. E ainda assim pode não nos representar completamente, portanto sozinho, não nos define.

Somos portanto, infinitamente o resultado da combinação em diferentes proporções entre o “Q.I” quociente intelectual e a “Q.E” quociente emocional.

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