Ansiedade Infantil e Alimentação: Existe relação?

Ansiedade Infantil e Alimentação: Existe relação?

A ansiedade por si só já é um tema que tem ganho mais visibilidade por conta do aumento de casos comprovados ao longo dos anos, e do quanto essas estimativas têm assombrado os órgãos de saúde competentes. Somos o país mais ansioso do mundo e esse dado sinaliza que algo não vai bem.

Mas vamos trazer para nossa realidade atual… Realidade essa que se encontra no dia a dia das famílias em geral.

Já é público e notório que a ansiedade infantil é uma velha conhecida de muitas famílias, certo?

Infelizmente, com a situação de pandemia da Covid-19, ainda mais lares vêm sofrendo com crianças ansiosas e/ou apresentando episódios ansiosos. Àqueles que já conheciam essa condição, parecem ter mergulhado ainda mais!

Nosso panorama atual são crianças expostas à sofrimentos psíquicos por conta da falta do convívio com os colegas, embotando-se, sentimentalmente falando, vivendo rotinas familiares estressantes, dividindo medos e mais traumas na relação com seus pais, que também estão sendo alvejados por esse cenário que parece não evoluir. Em resumo: Todos adoecendo!

E por quê?

O motivo é que estamos ‘todos no escuro’ diante de tantas incertezas, e somos emocionalmente suscetíveis ao que nos incorre, ainda mais as crianças.

Em relação à ansiedade, pode-se inferir que essa se constitui como um dos quadros psiquiátricos mais comuns, tanto em crianças como em adultos, sendo que, nas crianças e adolescentes, os transtornos ansiosos mais frequentes são o transtorno de ansiedade de separação e o transtorno de ansiedade generalizada.

Percebem o quanto precisamos estar atentos, vigilantes? Como pais, é importante mantermos a comunicação em dia, buscarmos tempo de qualidade com os filhos, para podermos perceber as sinalizações das nossas crianças com relação às suas rotinas físicas e emocionais.

O sono e a alimentação, que ditam o ciclo circadiano de todos nós, podem ser os primeiros a serem afetados e esse desiquilíbrio pode gerar respostas no comportamento das crianças que desencadearão disfunções emocionais posteriores.

É um preço caro a se pagar! É a vida dos nossos filhos! Nossas crianças estão em fase de crescimento, portanto, funções alimentares em desalinho vão acarretar prejuízos incalculáveis, e por vezes, difíceis de regularizar.

A partir desse entendimento, trouxe à tona essa discussão sobre a relação da alimentação e ansiedade!

A patologia é considerada um fator desencadeador de estresse e assim, pode afetar padrões alimentares entre as crianças. Assim, casos de exposição a situações de estresse agudo resultam em respostas comportamentais de fuga, podendo diminuir o apetite. Já as situações de exposição a fatores estressores de natureza crônica desencadeiam o consumo de alimentos densamente calóricos, o que por sua vez, estaria relacionado ao aumento do peso nas crianças.

Portanto, nos casos em que o transtorno mental (ansiedade) desencadeia o consumo excessivo de alimentos, além de medidas comportamentais, é interessante evitar os alimentos calóricos, como aqueles ricos em açúcares, que podem aumentar a ansiedade, e investir numa alimentação baseada em frutas, verduras e legumes, que possuem antioxidantes e combatem os radicais livres produzidos pelo estresse.

Quando açúcares e carboidratos são consumidos em excesso pelas crianças, elas apresentam picos de insulina que dão muita energia em um primeiro momento, porém, ao cair, transforma-se em irritação, mau humor e ansiedade.

Diante dessas sensações, a criança busca mais açúcar para lidar com a ansiedade, entrando em um ciclo vicioso sem fim. Além de todos os malefícios à sua saúde que o açúcar traz, piora a ansiedade e impede que ela desfrute de todos os benefícios que a comida de verdade oferece à sua saúde.

É compreensível que, em plena fase de crescimento e repletos de energia, muitos pequenos descontam a frustração vivida nessa fase, em hábitos como ficar acordados até tarde ou comer muitos alimentos que não são adequados.

Mas é preciso que os pais estejam atentos aos sinais que começam a aparecer. Crianças apresentam sintomas de maneira diferente dos adultos. Muitas vezes ficam impertinentes, agressivos, mais teimosos e combativos com os pais e amiguinhos. Momento de parar para uma conversa! O que estão sentindo? Ou melhor, como estão se sentindo? Quais os medos? Quais as angústias? É preciso que estejamos muito perto das nossas crianças quando as dúvidas chegarem…

Com a rotina diferente, sem brincar com os amigos e em meio às dificuldades que uma família pode passar em meio a uma pandemia, a criança tende a ficar mais ansiosa, mesmo que não tenha nenhum diagnóstico mais preciso.

O diálogo como primeiro passo para mudar!

Sabemos que as emoções refletem diretamente no estilo de vida de todos nós, inclusive na dos nossos pequenos, que são supersensíveis às mudanças de cenário e rotina.

Sugestão da Psicóloga então:

  • Criar um clima favorável para que se possa ressignificar o momento de se alimentar!!!!!

Caso exista uma dificuldade, a família pode estabelecer metas para a alimentação saudável, seja uma faxina na dispensa, um teste de uma nova receita ou permitir os doces somente aos finais de semana. Importante se poder contar com o hábil auxílio de uma Especialista em Alimentação, uma Nutricionista, por exemplo, que alcançará a importância de se criar algo personalizado e apropriado à criança.

Se a família não conseguir administrar a ansiedade infantil do seu filho (a), lembre-se que o auxílio de um psicólogo sempre pode ser bem-vindo. O tratamento psicoterápico aliado ao estilo de vida saudável, bem conduzido, pode produzir efeitos muito positivos para o ‘tesouro das nossas vidas’!

Importante: Sozinhos, às vezes, não conseguimos! E está tudo bem!

Nós somos a Verità Care, Especialistas no cuidado de pessoas! Podemos ajudar #VC! Desenvolvemos um Protocolo Exclusivo para atender com muito carinho e personalização as crianças, chama-se Verità Kids, porque “Nós cuidamos da saúde de quem #VC mais ama!

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PS. Espero ter esclarecido a relação entre ansiedade infantil e alimentação em tempos de pandemia.

Um abraço da #Psi!

Leia mais em: https://site.veritacare.com.br/2020/08/17/ausencia-dos-pais-um-reflexo-consistente-na-saude-emocional-dos-filhos/

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